segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

“Uma abelha só, não faz primavera”



“Uma abelha só,
não faz primavera”






Ao voltar de uma caminhada matinal pelo bosque, adentro a minha casa e me deparo com meu pai, a regar, corriqueiro, as plantinhas que cultivávamos no corredor. Ele carregava consigo, para tal, um baldão d’água, o qual tentava não chacoalhar muito...

__Mas já são onze horas pai, não deveria regá-las nesse horário!
__Por que não? O que tem de mais?
Já lhe havia explicado isso antes, mas, como sempre, ele fingia não se lembrar...
__Tem é que o sol já está a pino, meu velho, assim vai dar um choque térmico nestas plantas! Pode até as matar... O certo mesmo é regar nos crepúsculos, da manhã e da noite, quando o clima é ameno.
__Acha! Porquê? Isso não faz sentido! E se caísse uma chuva aqui agora? Se fosse assim também as mataria! O que eu saiba não ocorra...

Parei e lhe fiz aquela minha cara de desconsolo...
__Mas que cabeça grossa a tua, hein meu velho!? Acaso estais aí a comparar o teu balde d’água à perfeição na qual se dá uma chuva? Ora, os pensamentos não nos devem ser assim tão curtos... Nada se compara à perfeição maestral com a qual a natureza executa uma chuva! Este teu balde d’água, acredite, jamais poderá fazer o que uma chuva faz! Se chovesse aqui agora, como estais aí a dizer, o caso nos seria bem outro... Pois que os céus, quando põe-se a verter água sobre a terra, em sua perfeição, o faz sob a forma de negras nuvens, as quais, no momento da chuva, pairam no ar, a cobrir o sol sobre a terra regada... E há ainda outros diversos fatores, provenientes do fenômeno, que, a agirem em conjunto harmônico, formam ali o que se chamaria de “clima ideal”. Assim, quando a planta recebe o seu “elixir de vida” advindo da chuva, toda a atmosfera circundante lhe é favorável para que ela possa sorver o mineral sem que a temperatura deste a agrida! E é por isso que elas não morrem com a chuva... Agora, muito diferente é, nesse calorão, jogar-lhes uma baldada d’água, entende? O senhor pode as matar assim... Pois que plantas são seres sensiveis, meu velho... O que estais aí a fazer, em pura displicência, é como dar um soco na boca das plantas! Pensa nisso...

Ele para... Aos poucos vejo surgir em seus olhos um brilho vago, não sei dizer, talvez fosse constrangimento, ou talvez se sentisse um pouco emburricado com a estória, não sei. Mas jamais admitiria que eu estivesse certo. Não se rebaixaria. Logo então começou, num sorrisinho crescente e num arzinho cômico, a debochar-se interiormente.
Por fim soltou aquela sua gargalhada irônica, chacoalhando o balde, a derramar um pouco d’água pelo chão...

__Ah! Cê num sabe de nada, rapaz, eu rego elas assim mesmo, sempre reguei. Cê num tem nada pra fazê agora não? Vai arrumá direito aquele quarto lá, vai!

Ao que só pude, em silencio e desencanto, sair andando...

Schuuaaaá...!




Paulo Salvino

domingo, 10 de janeiro de 2010

O caminho do conhecer



"O caminho do conhecer "

O saber não é filosófico, filosofia é conjectura de idéias, o que não é um saber por sí, mas uma mera reflexão investigativa da mente, a filosofia pode investigar o saber, mas não quer dizer que ela em si gere este saber, não quer dizer que filosofar faz saber, o que digo é que não é filosofando que te tornarás o sabedor... Filosofia é um exercicio e sim, muito valioso. A filosofia amacia e amplia a mente, mas não é nela que se dá o saber, o saber não poderia nunca estar contido na filosofia, pois pelo contrario a filosofia é uma consequencia e um reflexo de um saber anterior que ainda a volir se desenvolve dentro do ente, ou seja, sí estais a filosofar necessáriamente é por que tu já sabeis, mesmo que não saibas que saibas, mesmo que não saibas o que saibas, com a filosofia solamente entenderás um saber anterior (entendas que entender e saber são coisas distintas). Assim, a filosofia em sí não é a mãe do saber, mas antes filha. A natureza do saber, ou seja, a natureza do conhecimento é existencial, feita de sentir, saber é uma experiencia, saber é sentir algo profundamente num momento intenso de vida, só sentindo saberás e quando estiveres a sentir alto saibas que estarás então vazio, não haverão conjecturas, não haverá pensamento, a mente cessará por um segundo, eis quando saberás, veja que não há filosofia no momento do conhecimento, depois sim virá... Assim advirto, si buscas o saber, saibas então que não basta o filosofar, terás de sentir para chegar ao conhecimento. Este é o caminho, sintas... E para sentir basta querer. Então vá e queiras, queira sentir alto sobre esta vida e saberás de cima tudo o que há para sí saber, eis alí a morada do conhecimento maior... Vou evidenciar isso agora num exemplo pratico e rotineiro de vida. Imaginas que estás a ler um texto, um texto qualquer, estais a ler este texto, saibas que para captar o conhecimento nele contido não basta que leia-o com boa atenção ou mesmo que reflita em suas palavras, não, não basta refletir, não chegarás assim em sua essencia nunca, o essencial, a chave que abre a porta deste texto, como as portas de todo o conhecimento, é únicamente o vazio de um sentir profundo...
É por isso que quando vejo camaradas que se atiçam à esta ventura mágica da caça do conhecimento, quando os sinto e vejo em reflexões profundas, eu que bem sei desta fome quando internamente desperta, me agracio vendo-os, mas sei que com isso na grande maioria das vezes sofrer-ão, pois sei que difícil é realizar-se de conhecimento, necessita-se transmutar-se, elevar-se e iluminar-se para tal, e para tal necessitas de achar a fonte, terás de beber desta fonte, a fonte do conhecimento! O ângulo que quero lhes dar do rumo(não que eu já esteje lá, pois que estou ainda rumando), é outro e muito mais profundo do que qualquer espécie de filosofia, quero mostrar-lhes claramente onde está esta fonte nonde poderão a vontade colher o vosso conhecimento, dependerá tão somente de vossa vontade.... Eis o caminho da fonte, vai e medita, pois que meditando te alargas, amplias o teu sentir e a sentir amplo atingirás amplitude de conhecimento. Simples não? Então vai e medita, eis o caminho do conhecer...

Salví

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Medita


MEDITA


"Até dentro há o mundo, há o outro, ou todas as tensões que estas interações geram”.

"Há de haver então o momento em que se fica em si para si, para ter apenas consigo sobre si próprio."

“Um homem parado, vazio e de olhos fechados, sentindo, pode ver e elevar a si mesmo”.

"É quando o homem nú de olhos fechados vê".



. "E neste momento em que tudo se acalma e se clareia dentro de si, amaciando-se, emancipando e expandindo a sua consciência, percebe-se algo, algo alem, uma interação mais sutil, passa a ver e a sentir além".

"É quando começa a ouvir e a sentir uma voz vazia que lhe sopra um sentimento sublime da verdade sobre o tudo e o todo. E na medida em que adentra em vigor nesta verdade vai adentrando também no estado sublime da paz, culminando num estado de amor e união que vai tomando o ente por inteiro, lhe aproximando de todo o seu potencial de virtudes, um estado de sutil potencia que faz tocar o ente as suas forças mais intrínsecas. Algo tão sutil que, embora poderoso e sublime, na pesada vida logo se dissolve, não se mantendo por muitos passos adiante. Há, no entanto nitidamente ao buscador indícios de um caminho que lhe guia à possibilidade da perpetuação deste estado de paz, potencia e união com o cosmos. É quando este algo alem lhe inspira a busca de uma entrega!"

Salví

Si queres saber mais a respeito do meditar acesse o link abaixo e assista ao video explicativo:

http://video.google.com/videoplay?docid=7939505976833408618#